segunda-feira , novembro 18 2019
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Polícia investiga pai por suspeita de engravidar criança de 12 anos

A delegada Adriana Gusmão Moreira instaurou ontem inquérito para apurar supostos abusos sexuais cometidos contra uma menina de 12 anos, que mora na Favela Mundaú, no bairro Vergel do Lago, em Maceió. Denúncia anônima feita ao Conselho Tutelar da 2ª Região informa que a criança está grávida do pai biológico, com quem sempre viveu ao lado da mãe. Ela já fez exame de conjunção carnal no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió e outros procedimentos na Maternidade Escola Santa Mônica (Mesm). O acusado desapareceu após ser denunciado.

Conselheiros tutelares que acompanham o caso foram até a residência desta família, na noite da última segunda-feira, com policiais militares integrantes da Base Comunitária do Vergel, mas não encontraram Edivaldo Gomes da Silva, de 32 anos. Ele é pai da garota, pescador de sururu na lagoa e fugiu de casa quando descobriu que estava sendo procurado. No barraco, estavam a mãe e a vítima, que, inicialmente, negaram os prováveis abusos, mas, à polícia, revelou mais detalhes.

A menina relatou os abusos sexuais do pai começaram em novembro. Ela ficava sozinha em casa enquanto a mãe catava sururu e vendia no Dique Estrada. Os atos eram cometidos com bastante frequência e sem qualquer tipo de ameaça por parte do acusado. “A garota dizia que o pai somente fazia sinal com dedo na boca (pedindo silêncio) para que ela não revelasse a prática. A vítima está sem noção da gravidade do caso, como se tivesse sido orientada pelo agressor”, avalia a conselheira tutelar Ruth Moura.

A mãe disse à polícia que tomou conhecimento dos abusos no último sábado, quando questionou a filha sobre o crescimento da barriga. Mas, o Conselho Tutelar suspeita que as duas tramavam o aborto do feto, conforme foi relatado na denúncia.

A menor está sendo acompanhada por uma psicóloga e até ontem estava sob os cuidados da avó paterna. A garota também será levada ao Hospital Helvio Auto para exames mais complexos. O caso será apurado, sob sigilo, pela Delegacia dos Crimes contra a Criança e o Adolescente (delegada Adriana Gusmão).

O resultado da conjunção carnal deve ficar pronto em até 30 dias e serve para comprovar estupro de vulnerável.

 

Fonte: Gazetaweb

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