segunda-feira , dezembro 11 2017
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Número de dependentes químicos cresce entre profissionais da saúde em Alagoas

Forjados para cuidar da saúde de terceiros, orientando sobre o que é nocivo aos seus organismos, alguns dos profissionais de saúde que atuam em Alagoas encontraram “conforto” no submundo da dependência química.

“Para aplacar o estresse absurdo, muitos fazem uso das drogas que prescrevem aos seus pacientes. É uma realidade sobre a qual pouco se fala, infelizmente”, alerta a psicóloga Carmen Lúcia.

Responsável pelo setor de Saúde Ocupacional do Hospital Geral do Estado (HGE), Carmem avalia que a automedicação entre os profissionais é típica de quem nem sempre privilegia a sua qualidade de vida.

“São formados para cuidar dos outros, mas esquecem da própria vida”, explica a profissional, desafiada a orientar colegas de trabalho sobre como contornar problemas agravados pelo uso de drogas.

Por motivos óbvios, não há estatística sobre o número de profissionais em estado de dependência. Como dependem da boa imagem para manter a clientela, fazem de tudo para não expor suas mazelas.

As razões para a dependência são desconhecidas, mas a psicóloga aponta a síndrome de burnout como um dos principais fatores desencadeadores desta triste realidade. Trata-se de distúrbio psíquico, de caráter depressivo e precedido de esgotamento físico e mental intenso. Está intimamente ligado à vida profissional.

 

Fonte: Gazeta de Alagoas

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