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Alagoas ganha duas posições em ranking que mede as oportunidades na Educação

O Estado de Alagoas ganhou duas posições no ranking que mede as oportunidades na Educação oferecidas por estados e municípios brasileiros. Os dados do Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (IOEB), referentes ao ano de 2015, foram divulgados na semana passada e mostraram Alagoas na 21ª posição, contra a 23ª posição registrada no último levantamento, divulgado dois anos atrás.

De acordo com o ranking, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Fundação Lemann, Instituto Península e Instituto Natura – e divulgado a cada dois anos -, Alagoas aparecia em 2015 com nota 3,7. Em 2017, a nota subiu para 4,1, superando a variação registrada na média nacional, que foi de 4,5 para 4,7. No ranking divulgado no dia 7 de dezembro, Alagoas aparece à frente do Rio Grande do Norte, Roraima, Amapá, Bahia, Maranhão e Pará.

O Estado de São Paulo manteve a primeira colocação no IOEB, com nota 5,3, seguido de Minas Gerais, com 5,1, Paraná, Distrito Federal e Santa Catarina, todos com nota 5, Ceará, com 4,9,  Goiás, com 4,8, Mato Grosso e Espírito Santo, ambos com 4,7, e Rio Grande do Sul, com 4,6.

Entre as 27 capitais brasileiras, as melhores colocadas foram São Paulo (5,2), Curitiba, Rio Branco, Belo Horizonte e Rio de Janeiro (todas com 4,9), Goiânia (4,8), Brasília (4,7), Manaus (4,6), Teresina (4,6) e Palmas (4,5). A capital alagoana, mesmo registrando crescimento de 0,1 em relação à nota registrada em 2015, caiu da 24ª para a 27ª posição, com 3,7 pontos. O destaque ficou com o Estado do Ceará, que aparece com sete municípios entre as primeiras 10 posições do ranking.

O IOEB

Criado em 2015 pelos mesmos autores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) Reynaldo Fernandes e a ex-diretora de Estudos Educacionais do Inep Fabiana de Felicio, o IOEB é uma soma de vários indicadores de resultado e de insumos, como a qualidade dos professores e diretores, a frequência escolar e o tempo de permanência das crianças na escola, que busca direcionar o sistema de accountability para estados e municípios, ao invés de redes estaduais e municipais; ampliar o escopo da avaliação e facilitar a comparação entre os governos locais sobre o desempenho da gestão educacional.

Segundo os criadores do índice, o IOEB e o Ideb diferem com relação à perspectiva de cada um sobre a educação básica. Enquanto o Ideb considera as crianças matriculadas na escola e oferece um diagnóstico preciso sobre a situação das escolas em Português e Matemática, o IOEB traz uma perspectiva macro da educação e tira o foco da escola, focando em todo o ecossistema educacional oferecido pela cidade, o que envolve principalmente a gestão municipal e estadual para a Educação, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Dessa forma, o Ideb é parte do IOEB. Juntos, os dois índices pretendem ser complementares no momento em que capturam dimensões diferentes da educação.

Na avaliação do secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa, a expectativa é de que, a partir do trabalho desenvolvido pelo Governo do Estado desde 2015, Alagoas mantenha uma linha ascendente nos próximos rankings do Ideb e do IOEB, com resultados cada vez mais positivos.

“Já apresentamos uma melhoria significativa no primeiro ano de governo, como apontou o IOEB. O Ideb deste ano deve ser divulgado em setembro de 2018 e nossa expectativa é muito positiva devido à preparação que fizemos nesses dois últimos anos, com a intenção de envolver a criança no mundo da leitura, no universo das ciências e no cotidiano das próprias escolas. Trabalhamos muito para reduzir ao mínimo possível a evasão e o índice de repetência. Continuamos perseguindo a meta da melhoria da qualidade do ensino em Alagoas e, com as ações que executamos, esperamos atingir esse objetivo”, disse Barbosa.

Fonte: Agência Alagoas

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