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Obra do viaduto na antiga sede da PRF, em Maceió, é embargada por risco aos trabalhadores

Data: 10/07/2018
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Uma fiscalização da Auditoria Fiscal do Trabalho, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) embargou as obras do viaduto na antiga sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), parte alta de Maceió, por apresentar diversas irregularidades. A informação foi divulgada pelo órgão nesta terça-feira (10).

A ação fiscal que resultou na paralisação dos trabalhos teve início na segunda (9), e foi coordenada pelo auditor Alexandre Sabino. Segundo o órgão, a medida atinge a construção do viaduto propriamente dita, a carpintaria, a usina de concreto e o setor onde as vigas utilizadas na obra são construídas.

Sobre o embargo da obra, a Secretaria de Transporte e Desenvolvimento (Setrand) informou por meio de nota que “já acionou a empresa responsável pelos serviços, para que todas as medidas solicitadas sejam acatadas com celeridade”.

De acordo com a fiscalização, as irregularidades representam risco aos trabalhadores. Entre os problemas flagrados, estavam deixar de acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos trabalhadores em atividade em espaços confinados e não implementar o PCMAT (considerado o projeto de segurança da obra).

Também foram encontrados andaimes com piso incompleto e sem proteção contra queda, ausência de escadas para acessar os andaimes, inexistência de separação entre vias de circulação de veículos automotores e de pedestres dentro da obra, o que causava risco de atropelamento.

Além disso, foram improvisados os pontos de ancoragem dos cintos de segurança dos trabalhadores expostos ao risco de queda, máquinas não tinham proteção contra o risco de corte e amputação dos membros superiores dos trabalhadores, ausência de aterramento elétrico, entre outras.

“Entendemos que uma intervenção dessa natureza pode gerar reclamação em parte da população, que não vê a hora de a obra estar concluída. Contudo, devemos nos lembrar que o trabalho deve agregar valor a toda à sociedade na qual ele está inserido – e um acidente de trabalho, ao contrário, só traz prejuízo: prejuízo para a construtora, prejuízo para a família e prejuízo para a sociedade Assim que as medidas de segurança forem adotadas, a obra poderá continuar normalmente. Até lá, exceto as atividades necessárias para a correção dos problemas, fica tudo parado!”, avaliou Alexandre Sabino.

A Setrand reiteirou ainda que defende a saúde, a integridade física e segurança dos trabalhadores e seguirá cobrindo o cumprimento das requeridas normas de segurança.

Fonte: G1/AL

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