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Sem receber há 3 meses, produtores jogam leite fora em Mar Vermelho, Alagoas

Data: 13/01/2019

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Produtores de leite de Mar Vermelho, Sertão de Alagoas, estão há três meses sem receber o repasse de recursos do Governo do Estado, por meio do Programa do Leite. Amargando prejuízo e sem ter como escoar a produção, eles estão doando parte dela, e o que sobra, é derramado e jogado fora.

O secretário de Estado da Agricultura, Henrique Soares, confirma que há débito, mas cita apenas os meses de novembro e dezembro. Em entrevista ao Gazeta Rural, ele disse que ainda esse mês a situação será resolvida.

“O Estado tem sim o débito, que por conta do Governo Federal não conseguimos honrar em dia. A União ficou de nos passar R$ 5 milhões dos R$ 6 milhões que é o débito atual. Esse dinheiro está em caixa, só aguardando a abertura do sistema financeiro do Governo. A questão agora é burocrática. A gente tem expectativa [de resolver o problema] entre o dia 15 e o dia 20 de janeiro”, explica o secretário.

Em Mar Vermelho, 120 produtores são beneficiados pelo programa, e desde que começou a falta de pagamento, estão amargando vários prejuízos.

“A situação é precária. Aqui é produtor quebrado, que não paga as contas, que não faz a feira, porque estamos sem receber dinheiro do Governo”, lamenta José Oliveira Souza, presidente da Associação dos Produtores de Mar Vermelho.

Todos os dias, cerca de 1.500 litros de leite são trazidos pelos produtores para a associação. O leite é armazenado em tanques até que seja recolhido pela cooperativa que faz a pasteurização e distribui para famílias de baixa renda atendidas pelo programa.

Além dos produtores não estarem recebendo o dinheiro do leite, há vinte dias a cooperativa também deixou de recolher o produto na associação. E, sem ter como vender todo o leite, os pequenos produtores estão distribuindo parte dele para a população e, o que sobra, é derramado.

“Estamos desperdiçando leite. Já são 20 dias nesse negócio. Não tem condições mais a gente não; Não tem como escoar. A situação é desesperadora para o produtor de leite”, afirma Souza.

O problema acabou afetando também o trabalho no campo. Para amenizar a situação, os criadores precisam soltar as vacas no pasto junto com os bezerros, para que elas amamentem e diminuam gastos com a ração.

O Programa do Leite de Alagoas começou em 2002 e atualmente beneficia mais de 80 mil famílias de baixa renda de vários municípios. Nele, o Governo passa o dinheiro para as cooperativas, que encaminham para as associações e elas repassam para os produtores de leite.

 

Fonte: G1/AL

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