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Novos estudos no Pinheiro devem ultrapassar a camada de sal terrestre

Data: 08/02/2019

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Na tarde desta sexta-feira (8), o coordenador da Defesa Civil Municipal de Maceió, Dinário Lemos, e o geólogo do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Thales Sampaio, estiveram reunidos com a imprensa para falar sobre a nova etapa iniciada na investigação do solo no bairro do Pinheiro. A região sofre com rachaduras desde 2018. Agora, os pesquisadores começam os estudos geofísicos do subsolo, mais sensíveis e específicos. Eles investigarão até mil e quinhentos metros abaixo da terra, ultrapassando a camada de sal. Algumas vias da cidade voltarão a ser interditadas.

Nas últimas semanas, os técnicos da CPRM estiveram nas ruas do bairro e arredores para finalizar as primeiras etapas dos testes de batimetria, eletrorresistividade, sondagem geotécnica e instalação das seis estações da Rede Sismográfica Brasileira. Eles buscam entender o que provocou as rachaduras em ruas e imóveis.

A nova fase da investigação acontecerá durante vinte dias consecutivos e os especialistas farão uso de dois métodos: gravimetria e audiomagnetotelúrico. No caso do segundo procedimento, os técnicos irão avaliar a necessidade de interrupção no fornecimento da energia do bairro. Se houver o corte, a previsão é de que dure entre 40 minutos e 3hs. A gravimetria já foi iniciada.

Cerca de 53 pesquisadores tem estudado o Pinheiro. Os novos procedimentos vão investigar até mil e quinhentos metros abaixo da terra, ultrapassando a camada de sal. Um satélite tem feito imagens da região, comparando com os registros de dois anos atrás, e mostra que o bairro continua se movimentando. “Só deixaremos Maceió quando tivermos uma resposta”, afirmou o geólogo Thales Sampaio na coletiva.

Além das novidades nos estudos, os técnicos aproveitaram para alertar os moradores que continuam no bairro. “Qualquer chuva torrencial que houver no Pinheiro, é importante que as pessoas deixem as casas e voltem após as chuvas. As chuvas são lubrificante e pode acontecer um grave acidente sem aviso prévio”, avisa Sampaio.

A CPRM informou ainda que entrou em contato com o serviço geológico americano, e eles virão à Maceió em data ainda não definida.

 

 

Fonte: Gazetaweb

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