domingo , maio 26 2019
Home / Destaque / Tenório detalha negociação do CSA com investidores chineses

Tenório detalha negociação do CSA com investidores chineses

Data: 03/05/2019

 

Sem título

O presidente do CSA explicou a negociação entre o clube e um grupo de investidores chineses que pode gerar um investimento de milhões no futebol de Alagoas.

Rafael Tenório afirmou que as reuniões que aconteceram até então, uma na terça e outra na quarta-feira (1), foram para comprovar a saúde financeira do clube.

“Após o jogo contra o Palmeiras, nos reunimos com os empresários que representam o grupo investidor, onde apresentamos os balancetes dos anos de 2015, 16 e 17, já aprovados. Apresentamos também o passivo do clube, e mostramos que podemos ter relações de negócios com qualquer empresa nacional ou internacional”, afirmou.

Tenório disse ainda que os empresários levaram as informações repassadas a eles para Brasília, onde serão transmitidas para o grupo chinês, para que possam avaliar a viabilidade do negócio.

Ainda assim, o presidente do Azulão do Mutange tranquilizou os torcedores. “O clube não pode ser vendido, ele não tem dono. O que podemos fazer é mudar o estatuto e abrir uma Sociedade Anônima, o que vai ampliar o nosso grande projeto para profissionalizar ainda mais o CSA”, concluiu.

 

Detalhes da negociação com o grupo chinês

 

“O CSA não pode ser vendido. O que nós estamos nessa fase preliminar de informação do clube para os representantes dos investidores, que são de Brasília. Representantes desse grupo chinês. É uma parceria onde eles investiriam. E aí eu vou ver a disponibilidade. Porque, por exemplo, os cubes que foram vendidos ou fizeram parceria… O Botafogo de Ribeirão Preto fez uma parceria com o grupo Aché, me parece. O Manaus fez uma parceria com um grupo chinês. No caso do Bragantino, o clube foi vendido porque tinha dono, podia vender. No caso do CSA não. Se o CSA for vendido, e o dinheiro vai dar a quem? Nós estamos em fase de negociação para uma possível parceria eles como os investidores”.

“Lógico que quero ver o desenho de gestão, como seria a gestão do clube. Tem N coisas que não podemos mudar. O nome da instituição não podemos mudar, não podemos mudar cores. Monte de coisas. Agora é uma conversa interessante. Nós temos que ouvir, marcar outra reunião, porque pega todas as informações. Mostramos balanços nos últimos três anos. Mostramos que fomos auditados pela CBF há uns 15 dias. Mostramos todo o passivo do clube, o que nós liquidamos, a previsão de receitas. Uma série de coisas para começar a se desenhar um quadro a avançar mais”.

 

Nome do grupo em sigilo

 

“São duas coisas que eles não revelam no início. Primeiro é o nome do investidor. Eles mantêm em segredo para não haver especulação, não expor o nome do grupo. Eles têm essa precaução. Como eu vivo no mundo empresarial, é muito natural empresas comprando empresas. Agora no caso do CSA, como falei, não será venda, seria uma parceria”.

“Os investidores fariam os investimentos, lógico que eles buscam também o lucro. Não se trata de valores. Primeiro eles vão fazer o estudo da viabilidade, da força da marca Centro Sportivo Alagoano, para poder então pensar se for real, verdadeiro, concreto, fazer uma proposta oficial. Aí sim revela o nome do investidor”.

 

O clube se tornaria uma Sociedade Anônima?

 

“Não sei se você recorda que há tempos atrás, quando assumi o CSA, o CSA teria que ser encarado como uma empresa, que se eu pudesse abriria o capital. Isso é importantíssimo porque se você pegar as grandes corporações do mundo, elas são de capital aberto. Para que você tenha um clube de futebol como uma empresa, ele tem que ser sim de capital aberto, sociedade anônima, para que tenha acionistas que se preste contas, para que ele cresça cada vez mais”.

 

Grupo deu algum prazo, falou sobre planos, interesse em estádio?

 

“Isso nós marcamos uma reunião. Diante das informações colhidas por eles, fornecidas por mim, eles voltaram hoje para Brasília. Devem sentar com os investidores e analisar. E lógico que uma parceria tem que entrar altos investimentos. O CSA está pronto. Na nossa ótica, o que o CSA precisa de imediato? Uma arena. O futebol de Alagoas precisa de uma arena. O Rei Pelé está muito pequeno, não suporta as torcidas de CSA e CRB, um na Série A, outro na B. A tendência é que o futebol de Alagoas cresça e se fortaleça cada vez mais. Precisamos de um estádio com capacidade para 50 mil pessoas porque temos público para isso”.

“Tem que ser investimento, tem que meter a mão no bolso. Por isso que só posso levar [proposta] para o Conselho depois dessa reunião que marcamos no máximo em 30 dias, em Brasília. E vou ouvir realmente quais são as propostas deles em termos de investimento para o clube, porque compra, como te falei, não pode ser”.

 

Maior preocupação é com próxima gestão

 

“Eu trabalho com muitas empresas multinacionais e a gente vê todo dia ela aportando capital, entrando novos negócios, mas sempre visando lucro. Qual é a preocupação hoje que nós temos na diretoria? Eu, o presidente Raimundo Tavares, o Dr. Omar Coelho, a nossa preocupação é exatamente na sucessão. Eu tenho que preparar o CSA para que o meu sucessor dê continuidade ao trabalho que vem sendo executado. Se não pode correr o risco de quando eu sair, que acabar o meu mandato, o próximo presidente pode entrar, e a gente não sabe porque vai ser uma eleição, de repente essa pessoa não dê continuidade ao trabalho que estamos desenvolvendo e dentro de pouco tempo o clube volte a ser como era quando eu assumi”.

“Por isso que nós também já estamos paralelo com uma empresa de São Paulo. Essa empresa já esteve em Maceió, tivemos uma reunião. Qual é a proposta dessa empresa? O primeiro clube do Nordeste a ser visitado por essa empresa foi o CSA. Eles querem aplicar o processo de compliance dentro do CSA. É um processo que, na hora que você aplica esse processo no estatuto do clube, o presidente não pode querer fazer aquilo que quer. A maioria dos clubes do futebol brasileiro está quebrada por má gestão, por irresponsabilidade de gestor”.

“(A exemplo de alguns cariocas?) Não só dos clubes cariocas, paulistas também. O Corinthians, por exemplo, está vivendo uma situação muito complicada, muito difícil. Tem outros grande clubes do futebol brasileiro… O Paraná Clube, por exemplo, está numa situação terrível. A gente sabe que as informações são rápidas demais. Nossa preocupação com o CSA é que após o meu mandato dê continuidade. Não pode chegar um e destruir tudo o que foi feito”.

“Vamos liquidar o passivo do clube, já liquidamos o cível, vamos liquidar o trabalhista, o previdenciário nós negociamos, estamos no Profut pagando rigorosamente em dia. Recolhendo os encargos decorrente. Essa é a grande preocupação minha. Por isso que eu quero já ir aprimorando o CSA. Essa empresa vai começar, acredito que em junho, com fé em Deus, nós começamos os processos”.

“Vem uma equipe lá de São Paulo para ver dentro do CSA, fazer entrevistas com funcionários, fornecedores, patrocinadores, com tudo, para começar a aplicar os processos e mudar a cultura dentro do clube. Aplicar os processos de compliance. Trabalho por resultado. Processo com disciplina, gestão, comunicação entre setores, a imagem do clube, dos funcionários. É o que as empresas no início do milênio aplicaram o ‘5 S’. É mais ou menos isso. É aplicar esse processo dentro da instituição. Coisas que venho aplicando dentro do CSA”.

 

 

 

 

 

Fonte: TNH1

Compartilhe com seus amigos
Share on FacebookTweet about this on TwitterPrint this pageEmail this to someone

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *