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Dirigente do CSA revela detalhes de nova reunião com chineses e fala em criação de empresa

Data: 22/05/2019

 

A negociação sobre uma possível parceria do CSA com um grupo de investidores chineses ganhou um novo capítulo. Presidente do clube, Rafael Tenório falou com o GloboEsporte.com nesta terça e contou como foi a reunião. Os dirigentes avaliam a possibilidade, inclusive, de abrir um modelo de sociedade anônima (S.A) no clube para desenvolver o negócio.

– Na última quarta-feira, eu, o Cortez [contador], o Felipe, que é auxiliar do Cortez, e o Hugo Leahy, participamos de uma videoconferência com três executivos da empresa. Eles solicitaram algumas documentações do clube. Nós estamos enviando, e o Doutor Omar [Coelho, vice-presidente geral] está cuidando da parte de como seria para abrir uma S.A [modelo de empresa] – explicou Tenório, que não revelou o nome do grupo e também não citou valores da negociação.

Tudo tem que obedecer à legislação. Não se pode fazer nada se não tiver uma S.A. Enquanto isso, vamos mantendo contato e fornecendo as informações que eles precisam. Isso é um processo para médio prazo, não é nada de imediato – destacou o presidente.

Vice-presidente geral do CSA, Omar Coelho também falou com o GloboEsporte.com. Ele revelou como será a participação dos investidores no clube, caso a negociação seja concretizada.

Na conversa que houve na semana passada, a empresa disse realmente qual o objetivo, que é tomar conta da parte do futebol profissional e da base, e, diante disso, a gente está começando a formatar um estudo preliminar para preparar o estatuto da empresa. Vendo o que é preciso para que a gente venha a ter essa sociedade onde o CSA não envolverá a questão patrimonial, gerência e tudo mais. Limitando-se a um cuidado especial em sociedade com esse grupo para tratar do futebol profissional e da base.

Coelho citou a Lei Pelé como instrumento de mudança na política de gestão dos clubes do futebol brasileiro.

– Na verdade, o CSA, com o estatuto que ele tem hoje, vai ter sociedade com uma outra empresa, que é o CSA S.A. Essa empresa, que não é o CSA entidade sem fins lucrativos, que detém hoje todo o patrimônio do CSA, é que vai ter um sócio para gerir a parte esportiva. Não é nenhum bicho de sete cabeças. A legislação hoje não permite que os clubes migrem para ser uma empresa especificamente, mas, desde a Lei Pelé, há essa possibilidade de você constituir uma nova empresa. A gente está indo nesse caminho.

O dirigente citou também que todo esse processo depende de aprovação dos associados do clube.

– Eu acho até que dependa de uma Assembleia Geral, que é composta por todos os nossos associados. Mas eu ainda não cheguei a analisar no nosso estatuto, mas, pelo que conheço dele, vai precisar. É por isso que a gente precisa ter uma coisa bem vantajosa para o clube e um poder de convencimento grande para toda essa massa azulina.

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