.:: OparaNews ::. Penedo Alagoas

Decisão judicial impede liberação da ossada de Roberta Dias no IML para sepultamento

A Justiça não liberou os restos mortais de Roberta Dias, que desapareceu grávida em 2012 e teve a ossada encontrada nove anos depois no Pontal do Peba, em Piaçabuçu. Uma decisão proferida na terça-feira (20) estipulado um prazo de 30 dias para produção de prova pericial, evitando necessidade futura de exumação do corpo.

A Perícia Oficial confirmou no dia 14 deste mês que os restos mortais são da jovem. A ossada foi encontrada enterrada em estado avançado de deterioração e se encontra retida no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca.

A família de Roberta Dias aguardava a liberação na terça para a realização do sepultamento marcado para esta quarta (21), em Penedo. “Estivemos no IML e tudo ficou resolvido, mas quando fui pegar a autorização da Justiça, falaram que não poderia ser liberado”, conta a mãe Mônica Reis.

A assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) comunicou que o juiz do caso tomou a decisão porque os restos mortais ainda interessam ao processo. “Uma vez que a produção da prova pericial ainda não terminou, sob o aspecto processual. Ressaltou-se a preocupação no sentido de se evitar o encerramento precipitado da prova pericial, pois isso poderia, futuramente, dar margem a eventual necessidade de exumação”, diz a nota da assessoria.

Mônica Reis contou que vai aguardar o prazo e, só quando tiver certeza da liberação, marcar o sepultamento. “Fiquei revoltada, inicialmente, porque estava tudo pronto para prestamos as homenagens a minha filha, mas depois entendi que, se for melhor para o processo e para não ter nenhum pedido de exumação, vamos esperar. O que mais quero é que a justiça seja feita”.

Duas pessoas são acusadas do homicídio

Roberta Dias desapareceu em Penedo, no início de 2012 depois que saiu de casa para ir a uma consulta médica, no centro da cidade, e não voltou mais. As investigações apontam que Roberta foi sequestrada e levada até um local deserto, onde foi asfixiada com um fio de som de carro. Depois, teve o corpo enterrado em uma cova rasa.

Com o andamento das investigações, o Ministério Público do Estado (MP-AL) denunciou duas pessoas em 2018 por envolvimento no assassinato: Mary Jane Araújo Santos e Karlo Bruno Pereira Tavares, que respondem ao processo em liberdade.

Os acusados são mãe e amigo de Saulo de Thasso Araújo Santos, pai do bebê que Roberta estava esperando. Uma audiência de instrução está marcada para o dia 27 deste mês, em que serão ouvidas cinco testemunhas e os dois acusados.

 

por Carolina Sanches – G1/AL

 

Compartilhe com seus amigos