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Grêmio sai do Gre-Nal fortalecido para Libertadores

Foto: Lucas Uebel/Grêmio

A única coisa exuberante do Gre-Nal da noite deste sábado, na Arena, saiu dos pés de Léo Chú, quase com o jogo terminado. O gol da vitória do Grêmio saiu dos pés de um jovem formado na base. Aliás, as melhores notícias foram os guris e as respectivas reações a um jogo grande. Na junção destes fatores com o resultado, o Tricolor sai fortalecido para a Libertadores.

Na próxima quarta-feira, o Grêmio encara o Independiente Del Valle na primeira partida da terceira fase. O jogo do ano, já que define a participação na fase de grupos da competição. E que tem uma relação com o estilo implementado no Inter, já que Miguel Ángel Ramírez se destacou no clube equatoriano.

O Gre-Nal injeta confiança mesmo sem ser bem jogado no estilo Grêmio de Renato dos últimos anos. A posse de bola ficou com o Inter, que levou pouco perigo ao gol de Brenno. O goleiro evitou o gol de Praxedes no fim do primeiro tempo e viu Lucas Ribeiro desperdiçar oportunidade após fazer fila no segundo.

Um clássico vencido sempre ajuda a engrossar o trabalho. Ainda em ritmo de início de temporada, é verdade, mas com ânimo diferente para encarar a altitude de Quito. Ainda mais com liderança do Gauchão com uma rodada a menos.

— A herança é que tínhamos um Gre-Nal e o Grêmio venceu mais um. Foi basicamente a segunda partida que tenho o time-base. Tenho aproveitado os garotos e eles têm correspondido. O time modificado o tempo todo é difícil ter o entrosamento. O garoto ainda não tem a experiência necessária, por isso procuro mesclar — destacou Renato.

O gol saiu nos minutos finais dos pés de Léo Chú em um chutaço de fora da área. O atacante, pelo lance e outra jogada de perigo, foi um dos nomes do jogo. Ao lado de Ruan, Vanderson e Brenno. Darlan, Ricardinho e Léo Pereira entraram bem. A semelhança entre eles: todos jovens pinçados da base.

Ricardinho e Léo Pereira foram contratados recentemente. Mas o restante é formado no Grêmio, alguns com longos anos de casa, como Darlan e Léo Chú. No final, foram nove jogadores com passagem pelas categorias inferiores do clube.

Uma vitória, mesmo que sem jogar bem e com ares dramáticos no fim, dá casca para os jovens encararem agora a Libertadores. O time deve ser a base do Gre-Nal, mas sem Maicon, que deixou o gramado da Arena mancando e será substituído por Darlan ou Lucas Silva no Equador.

Léo Chú cada vez mais aparece como alternativa a Alisson, que não foi bem. Vanderson estreou em Gre-Nal como veterano, o que aliás já havia feito em plena final de Copa do Brasil. Ruan mostrou sua qualidade na defesa e pode ficar no time, já que a volta de Kannemann não é certa.

— Vocês sabem que sou encantado com eles (jovens). Eles quem dão a resposta, mas precisamos ir com calma com os garotos para não queimá-los. Solto na hora certa, sem dar tanta responsabilidade. Temos que formar novos jogadores para serem vendidos. É um trabalho espetacular que faço com a base. Eles nos ajudarão, mas é importante ter experiência, gente cascuda — ponderou Renato.

O Grêmio optou por marcar e transpirar no clássico, como já pediu o preparador físico Mário Pereira no aquecimento — aliás, ele próprio um torcedor fervoroso gremista.

Renato em alguns momentos fez uma linha com Alisson, Pinares, Maicon e Ferreira no meio e Matheus Henrique centralizado, mais recuado. Tentou fechar o campo, mas por vezes havia espaços pelo tipo de marcação escolhida, já que há encaixes individuais.

É bom lembrar, também, que o Del Valle é um estágio avançado do que o Inter pretende ser no futuro. Então, valia uma observação de como será a reação do Grêmio contra o estilo do adversário equatoriano.

Mas o time cresceu e chegou mais no segundo tempo justamente com a presença de mais jovens. O campo mostra que Renato pode apostar nos guris, embora o discurso seja de calma.

Resta agora se jogar na decisão que pode mudar o rumo da temporada 2021.

 

Fonte: GE

 

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