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Não tem data para acabar Futebol brasileiro

Flamengo: treinos escondidos e liderança no retorno

O Campeonato Carioca retornar justamente com um jogo do Flamengo representa bem todo o esforço do clube pela volta. Ao entrar hoje em campo para encarar o Bangu, às 21h, no Maracanã, o Rubro-negro consolida um caminho que contou com articulação política, muitos testes e, sobretudo, a liderança no processo.

O Fla foi o primeiro a voltar aos treinos, ainda que houvesse divergência sobre se os decretos oficiais permitiam isso. As primeiras atividades foram no dia 20 de maio, sem divulgação prévia. Antes de voltar ao Ninho do Urubu, o clube testou 296 pessoas, número que incluiu jogadores, funcionários e pessoas próximas. Após 38 casos darem positivo, o clube refez semanalmente a testagem e não acusou mais nenhum diagnóstico positivo para Covid-19.

Foi decisivo o trabalho nos bastidores dos dirigentes, que se apoiaram também no desejo do presidente Jair Bolsonaro de ver os jogos realizados novamente. Um encontro do presidente Rodolfo Landim com o mandatário da nação foi alvo de críticas, visto que a agenda ocorreu em plena pandemia. O médico Márcio Tannure também virou alvo, visto que a comitiva rubro-negra não usava máscaras e não guardava distanciamento.

Amparado pelos poderes, o Flamengo vê a sua preparação muito mais acelerada em relação a de seus concorrentes. Com grana para se equipar e muita costura política, o Flamengo curte uma vitória que foi muito além das quatro linhas.

Nem todo mundo é a favor no Rio

Enquanto o Flamengo comemora, outros clubes reclamam de briga desleal. Botafogo e Fluminense estão encarando a desvantagem de lutarem sozinhos contra federação, rivais e os órgãos públicos em relação à volta do Campeonato Carioca.

Desde o início da pandemia e a consequente paralisação do futebol, a dupla se mostra radicalmente contra o retorno, o que tem causado muita discussão, embate e desgaste nos arbitrais recentes para debater o assunto.

O posicionamento contrário é tão forte que, mesmo com o principal rival, o Fla, treinando há 30 dias, Bota e Flu sequer retornaram suas atividades nos centros de treinamento — o alvinegro, por exemplo, voltou apenas hoje (18), enquanto o tricolor, nem isso. Os dois clubes entendem que precisam de, no mínimo, 15 dias de preparação para enfrentar uma partida oficial.

A favor destes clubes, até o momento, somente um singelo pedido do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, para que o desejo de que só atuem em julho seja atendido — algo que tem sido solenemente ignorado pelo presidente da Ferj, Rubens Lopes.

Com o impasse, Botafogo e Fluminense pretendem ingressar com uma ação no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RJ) contra a decisão de jogarem dia 22, numa forma também de se resguardar de um possível W.O. – nenhum deles pretende entrar em campo na segunda-feira.

Flexibilização em meio ao luto no Rio

Apesar da flexibilização, a Covid-19 ainda impõe luto diário no Rio de Janeiro. O estado atingiu a marca de 86.963 infectados e têm 8.138 óbitos confirmados pela doença de acordo com boletim da ontem (17) do governo do estado. Apesar disso, governo e prefeitura da capital aceleram medidas de reabertura de comércio e outras atividades, embasados nas quedas da curva de contágio e mortes, que na última semana foram 29,2% e 17,8% menores em relação ao período entre 31/05 e 07/06. A ocupação dos leitos de UTI no sistema de saúde estadual também vem diminuindo paulatinamente: se já foi de 100%, está atualmente em 64%. Nas enfermarias, a taxa é de 57%.

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