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TRE deve proibir caminhadas em todos os municípios de AL

A Justiça Eleitoral deve por fim as aglomerações promovidas por candidatos em todos os municípios de Alagoas.

Até agora eventos como caminhadas foram suspensos efetivamente apenas em três cidades da região norte do Estado.

No último dia 2, o juiz da 17ª Zona Eleitoral, Wilamo de Omena Lopes, proibiu atos de propaganda eleitoral “que gerem aglomerações nos municípios de São Luiz do Quitunde, Paripueira e Barra de Santo Antônio”, como registrou o Gazetaweb (veja aqui).

A decisão de maior repercussão para barrar aglomerações provocadas por candidatos, no entanto, foi do juiz eleitoral Josemir Pereira de Souza, da 54ª Zona Eleitoral (Maceió).

Ele editou a portaria nº 1/2020 “cobrando prudência e determinando imediatas medidas que garantam distanciamento social e segurança sanitária nas atividades de campanha, como comícios, caminhadas e encontros políticos”.

O juiz Josemir Pereira de Souza não proibiu caminhadas ou comícios.

Deu aos candidatos o direito de realizar estes atos, desde que respeitadas normas sanitárias, a exemplo do uso de máscaras e distanciamento social.

E, lembra o magistrado, candidato que não cumprir essas normas corre o risco até de prisão.

Na dúvida, os atos de campanha com potencial aglomerador foram suspensos em Maceió.

E tudo indica que podem ser suspensos em todo o Estado. O TRE deve transformar o respeito as normas sanitárias em ponto de pauta em suas próximas reuniões. E não se espera outra decisão que não seja o cumprimento das regras e o respeito à vida.

A Justiça Eleitoral, ao adotar essas normas, cumpre com o seu dever. Mas em última análise, não deixa de ser lamentável que esse tipo de iniciativa seja necessária.

Era de se esperar que os próprios candidatos dessem o exemplo. Que partissem deles a preocupação com a saúde e a vida dos eleitores que pretendem representar.

Mas, ainda resta ao eleitor o senso crítico. Cada um pode observar o que faz um candidato para conquistar seu voto e decidir se ele merece ou não sua confiança.

 

por Edivaldo Júnior/Gazetaweb

 

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